Morta de cansaço
Published sexta-feira, fevereiro 10, 2006 by Eva Luna | E-mail this post 
Fiz esta tatuagem em Ibiza, no Verão de 2002. Estava apaixonada e queria perpetuar o amor.
Agora, sabão não resolve :-(
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Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina, salta e te ilumina quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marca a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe, arpões, sereias e serpentes
Que te rabisca o corpo todo
Mas não sentes
Elis Regina cantava este poema de Chico Buarque
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